Qual “linux” eu uso?
Posted by klarkc | Posted in Distribuições | Posted on 26-05-2010
Tags:archlinux, debian, distribuição, Distribuições, fedora, gentoo, linux, mandriva, opensuse, slackware, software livre, ubuntu
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Muitas vezes, para os iniciantes no mundo Linux, pode parecer confuso a quantidade de distribuições diferentes que se encontram na internet. Mas isso faz parte da essência do software livre , por ser justamente livre.
Para facilitar a vida de muitos newbies na área vou citar as principais distribuições que conheço, seus pontos fortes e fracos.
Antes de qualquer coisa é importante citar algumas observações:
1. O artigo tenta ser imparcial, mas não há como deixar sua opinião no artigo.
2. A melhor maneira é descobrir qual distribuição se “encaixa” às suas necessidades, para isso TESTE. Use distribuições live-cd e/ou instaladas em uma máquina virtual (logo disponibilizarei um artigo ensinando a usar máquinas virtuais).
3. Não irei citar distribuições “Forks” que usam o mesmo repositório de pacotes de seu “pai”. Se não meu artigo iria ficar imenso! Além do que as mudanças dos “Forks” para os originais são praticamente visuais.
4. Não leve minha opinião como única verdadeira, cada um tem uma visão diferente de determinada distribuição.
5. As capturas de tela são somente sugestivas, o desktop pode se alterar completamente conforme o gosto do usuário.
Enfim sem mais “bla bla bla“.
1 – Ubuntu (Baixe aqui)
O Ubuntu é a distribuição pop hoje, quem está por traz é a Canonical. Tem uma comunidade imensa e é baseada no Debian. Seu foco são os usuários. Se tornou um sistema ao mesmo tempo robusto, estável, leve, elegante, clean, e FÁCIL. Conseguiu, eu diria, o que muitas distribuições não conseguiram satisfatoriamente bem até hoje, trazer usuários mac/windows para o Linux.
Para quem está começando é uma ótima pedida, tudo pode ser feito com GUI’s (interface gráfica para programas) e todo tipo de configuração é muito intuitiva. Usando o Gnome, traz um foco na usabilidade e facilidade para o usuário.
A instalação de programas é muito simples e exige apenas 1 clique no programa escolhido através da Central de programas disponibilizada pela própria Canonical. Sim, instalar programas é mais seguro e mais fácil que no Windows ou no Mac.
Apenas não recomendaria para quem realmente quer APRENDER aquele linux cheio de comandos, onde você é forçado a realmente entender o sistema, justamente pelo foco na facilidade. Tudo no Ubuntu é, normalmente automático, mas personalizável; de modo que um usuário de uma distribuição mais “complicada” se adaptará facilmente no Ubuntu. Enfim recomendo para quem já sabe e não quer perder tempo fazendo coisas fúteis ou pouco importantes e para aquelas pessoas que realmente nada sabem sobre o pinguim.
2 – Gentoo (baixe aqui)
Chegamos no outro extremo, o Gentoo definitivamente não é uma distribuição para newbies no pinguim. Uma distribuição para acadêmicos, hardcores overclockers, “malucos doidos da caroxinha” (Sheldon deve usar Gentoo!), empresas com hardware + SO personalizados, ou simplesmente para aficionados em desafios. Minha experiencia no Gentoo se resume a 2 semanas de compilação e um mês de uso. Se você não sabe o que significa compilação pule para próxima distribuição já!
A instalação de softwares no Gentoo é altamente “manual” apesar de ser tudo “automático”. Parece soar como um paradoxo, mas não é. O Gentoo possui um sistema de pacotes que analisa dependência e tudo mais. A diferença é que, no Gentoo, não são pacotes binários e sim fontes! todo programa deve ser compilado para rodar no Gentoo e isso é feito no processo de instalação do programa.
O Gentoo não “é Gentoo” se não for compilado, justamente pelo foco dele ser no altíssimo desempenho. “Como assim?”, você me pergunta? Bem sabemos que programas compilados podem ser otimizados para o hardware que ele é usado, sabemos também que o Kernel linux trabalha com módulos carregados na memória. O Gentoo simplesmente reduz drasticamente o tamanho do kernel compilado, otimizando o boot, reduzindo o consumo de memória. Mas não só isso, os programas que são compilados rodam numa performance altíssima (digamos que 99% de eficiência e de aproveitamento do hardware).
Finalizando recomendo o Gentoo se você já tem experiência em outras distribuições mais “manuais” tipo Slackware ou Debian e quer aprender mais profundamente como o pinguim funciona.
3 – Debian (baixe aqui)
Debian é uma das distribuições que considero mais estável, simples e leve. Com uma pós instalação bem enxuta (apesar de ser totalmente personalizável) ele se permite ser usado em computadores muito modestos. É a distribuição que gosto de usar em servidores mas também funciona muito bem em desktop. Ela é um meio termo em nível de dificuldade, sendo uma ótima distribuição para quem está começando e quer realmente aprender como o pinguim funciona. Não recomendaria para quem apenas quer “usar” o sistema, a menos que seja instalado e mantido por um outro profissional que já conhece o sistema.
Ela é o “pai” do Ubuntu, normalmente os pacotes de um funcionam no outro. Mas têm repositórios de aplicativos separados.
O Debian tem um ciclo de desenvolvimento bem diferente do Ubuntu, com lançamentos bem longos oferece suporte por muito tempo (em detrimento de versões novas de aplicativos). Mas nada impede de você usar o Debian como se fosse um Ubuntu, pois o time de desenvolvedores disponibiliza pacotes tão atualizados quanto os do Ubuntu.
4 – Mandriva (baixe aqui)
Em meio a notícias de dificuldades financeiras o Mandriva tem um futuro obscuro. Ainda assim é muito usado e tem uma comunidade razoável.
Com o foco no KDE, e na facilidade é uma ótima distribuição, talvez o maior ponto fraco seja uma menor comunidade se comparada com Debian / Ubuntu.
Tem um conjunto de aplicações disponibilizadas pela Mandriva no chamado “Power Pack” que são pagas. Entretanto nada impede de usar softwares livres e gratuitos na sua instalação.
Não há muito o que falar porque minha experiencia no Mandriva é muito pouco e bem frustrada por causa da pouca documentação que encontrei na época em que usei.
5 – OpenSuse (baixe aqui)
Nunca usei essa distribuição (talvez um pouco de pre-conceito quanto a questão de “pactos” com a M$), vou falar o que eu sei sobre ela.
É uma distribuição focada na facilidade/usabilidade, em meio a polêmicas sobre tratados da Novell com a M$. Mas é uma distribuição que possui uma excelente integração com o Windows e ótimas ferramentas gráficas para configuração do sistema.
Também tem excelentes ferramentas para configuração de servidores e serviços de rede. Com foco total no usuário ela torna toda configuração gráfica.
6 – Slackware (baixe aqui)
Uma distribuição altamente personalizável. Tudo normalmente é feito manualmente. Uma ótima alternativa ao Debian. A “grande falha” do Slackware (para muitas pessoas isso não é um problema e sim uma vantagem) é que ele não tem um gerenciador de pacotes como o apt do Debian, o que torna o processo de instalação de programas muito demorado e minucioso.
7 – Fedora (baixe aqui)
Ainda não tive a oportunidade de usá-lo, mas pelo que tenho visto e lido sobre a distribuição é excelente! O Fedora é a versão desktop do famoso RedHat (sistema operacional para servidores), mantido pela própria RedHat e pela comunidade. Possui ciclo de desenvolvimento diferenciado do RedHat para servidores, possuindo pacotes bem atualizados. Tem ótimas ferramentas gráficas criadas pela RedHat e muita coisa boa para iniciantes.
8 – ArchLinux (baixe aqui)
Distribuição focada no desempenho, por ter pacotes otimizados para i686 (arquitetura atual de pc’s). Também é bem simples de usar, tal qual o Debian. É legal pra quem quer ter desempenho mas não quer sofrer para usar um Gentoo.
Enfim espero que todos tenham gostado das sugestões e para finalizar escrevo: Não importa qual distribuição use, mas use Linux!











